Em pleno Triângulo Mineiro, a vinícola Arpuro
começa a fincar raízes. Uvas nobres como Syrah, Marsanne e Sauvignon Blanc
já brotam em solo uberabense. A colheita está prevista para 2023. E junto com
ela, turismo, emprego e identidade territorial.
Serão 40 empregos fixos, 15 hectares
cultivados e novas cepas como Viognier e Cabernet Franc. Mas isso é só o
começo.
Para facilitar, a Organização Internacional da Vinha
e Vinho (OIV), sediada na França, definiu terroir há alguns anos como “o
conceito que remete a um espaço no qual está se desenvolvendo um conhecimento
coletivo das interações entre o ambiente físico e biológico e as práticas
enológicas aplicadas, proporcionando características distintas aos produtos
originários deste espaço”.
O que está em jogo?
Mais do que vinho. Está em jogo o papel de Uberaba como referência nacional
em enoturismo, diversificação econômica e promoção do Geopark Uberaba
como destino internacional.
E por que isso importa?
Porque a Lei de Incentivo ao Turismo (nº
11.771/2008) e a Lei do Simples Nacional permitem tratamento diferenciado a
empreendimentos de base cultural e sustentável. Arpuro é os dois.
Além disso, a abertura de um Wine Bar
turístico pode se integrar à rota do Geopark, somando educação
ambiental, patrimônio geológico e valorização da gastronomia local. Tudo sob um
mesmo brinde.
Mas vamos ser ousados:
🍷 Que tal um
Festival do Vinho do Cerrado?
🚜 Que tal
transformar a vinícola em espaço de formação técnica em viticultura e
enologia?
🧭 Que tal
firmar convênios com universidades e criar trilhas ecoturísticas
integradas aos parreirais?
Uberaba tem solo fértil — literal e
institucionalmente — para se tornar um novo capítulo no mapa da vinicultura
brasileira. Mas, para isso, precisa de visão, integração e planejamento de
território.
Vinícola não é só vinho. É cadeia produtiva, é
turismo inteligente, é cidade que pensa com futuro.
🍷 E você,
amante de vinho? Já conhece a Arpuro?
📦 E os
empresários do ramo: como estão apoiando o comércio e o turismo local?

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